sábado, 27 de junho de 2009

Por ISABEL GODINHO

GEFAC! GEFAC! GEFAC! ALIÁS! ALIÁS! ALIÁS!
O TRIGO DO JOIO

Que foi o GEFAC p'ra mim?

Foi muito importante?

Ou só assim assim?

Vejamos então!

Analisemos o caso,

Ponhamos em equação,

A raiz quadrada acharemos

E após a potenciação

Encontraremos... a solução.

Que não é senão:

Claro que sim!

Um grupo só será grupo

Com pessoas a viver,

E a crescer.

E neste caso a dançar

E a cantar...

Mas também a discutir,

Filosofar,

Politicar,

Sempre a rir...

E estas pessoas quem são?

Vejamos então:

O Borges Pinto e o Zé Maria

O Pais Borges e o Rui Faria

E já que falo em Rui...

O Tranquile e o Marinhos.

E a Fátima Milheirinhos

Pequenina como a Bemardete.

E lembro-me da Isolete

(Que era a cara mais bonita)

E ainda da Lisete.

Não posso nunca esquecer

O Nuno e o Eduardo

De apelido Machado

E também Cruz

Que eram lindos a valer...

O primeiro quase casado

Com a Isabel

Que tinha nome de Lobo sem o ser.

O segundo, solteiro,

Inspirava amor verdadeiro

Com seu sorriso matreiro

A todas as sócias novas

Que ao Gefac o iam ver.

E suspiravam, por ele não corresponder.

Mas logo vinha o Natário

De amores quase a morrer

Por qualquer sócia novinha,

Por qualquer cara bonita

Que pudesse aparecer.


Mas já que se fala em "Novos"

Vem-me à memória um rapaz:

O Eduardo Brás

Que com o seu acordeão

Tocava sempre a valsinha

Pois todos com ele aprenderão

O bico, bico, chão.


Para o bico, bico chão

Era a Fernanda a mestra

Ensinando a dançar,

O vira ou a chula

Saltado ou quebrado

Braços em baixo ou no ar

Meia volta e troca o par.


Duas meninas marcavam

Selecta presença

A Melinha e a Leonor.

A primeira de olhar superior

Mas tão terno.

A segunda corpo moldado por escultor,

De idade indefinida

Refilona como poucas

(Desculpa lá o meu despudor!)


O Carlos Bento

Olho azul, seu grande orgulho

Andava bem penteado

Bem vestido e arreado

Dançava sempre a perceito

Apertando bem no peito

A moça que em sorte lhe saísse

Desde que visse

Que namorado não tinha.

Penso que foi sua madrinha

A São Taborda, das velhas

A mais velhinha.


Comigo entrou

O Magalhães

Luís de seu nome,

Que logo se apaixonou,

Pelo Gefac é claro

Pois doutras paixões

Penou

Que pr' áqui não são chamadas

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