As desculpas a quem forem devidas...
Fiquei de criar um blogue onde a história do GEFAC pudesse ser divulgada, entre todos os que ainda podem sorrir com a saudade do que vivemos.
Coloquei o primeiro post já lá vai um tempo.
Agora aparecem de rajada mais uns quantos...
Minha culpa!
Eles já estavam prontos para publicar e a dedicação da Celeste Nunes
não tem que ver com este atraso.
Obrigado Celeste!
Aconteceu... mas MAIS VALE TARDE...
Um abraço de saudade do
João Correia, João Durão ou apenas João
(os nomes dependem da época - eu sou o mesmo)
...chão, bico, bico... chão...
sábado, 27 de junho de 2009
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A minha passagem pelo GEFAC
Foi através da Celeste, minha amiga de longa data, que tive conhecimento deste blog. Foi não só pela mão dela como também pela da Fernanda que fui parar ao GEFAC, talvez por volta do ano de 68. Uma estadia curta, já que em 70 comecei a trabalhar longe de Coimbra e perdi por isso não só o contacto com a dança como com as pessoas que lá conheci.
Muitos nomes perderam-se com o passar dos anos, embora algumas caras ainda permaneçam intactas na minha memória. Recordo o Leão e a Zaida cujo talento me deixava encantada, o Zé Tó, a Elisabete, o Rui Jorge que me ensinou os primeiros passos, o Normando exigente na afinação do Coro, o Carlos Faria (meu padrinho), o João Correia e o outro Joãozito… Recordo os acontecimentos do espectáculo de Castelo Branco já aqui referido e a aparente calma de que se revestiu o encerramento do espectáculo com todos a cantarem “Coimbra tem mais encanto…” à medida que se arrumava o material. Recordo o meu baptismo (seria em Arazede?) que na altura me pareceu um ritual estranho de quem não estava bom da cabeça.
Não cheguei a dançar em público. Não passei de principiante. Felizmente. Naquela altura era uma rapariguinha muito tímida e “morria” só de pensar que iria estar num palco com tantos olhos a observar os meus movimentos. Um passo em falta seria não só uma vergonha como poderia prejudicar a prestação do grupo. O meu papel nos espectáculos resumiu-se a fazer parte do Coro e a apresentar uma espécie de noticiário (e acho que o próprio espectáculo) com o João Correia (para mim sempre o Joãozito).
Mas o que eu recordo sobretudo e me deixou alguma saudade foi o espírito que se vivia quer nos ensaios quer nas idas e vindas dos espectáculos. Havia uma camaradagem muito saudável entre todos que não deixava de parte os novatos como eu. O que me levou ao GEFAC foi sem dúvida o desejo de aprender as danças folclóricas, mas o que me manteve lá foi o que as pessoas acrescentaram a esse meu desejo: momentos de grande alegria e boa disposição.
Foi um prazer enorme pertencer ao GEFAC.
Titá
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